terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sou mais "santo"


"Percebi que os cristãos apresentam uma tendência muito grande a ficar irados com aqueles que não são como eles", disse-me um homem, alguém que dirige uma organização que atende a pessoas com Aids. Notei exatamente o mesmo padrão. Depois de escrever um livro sobre minha amizade com Mel White, um ex - ghost writer de cristãos famosos, e agora um destacado ativista gay, recebi uma enorme quantidade de cartas condenando-me por continuar aquela amizade. "Como você consegue ser amigo de um pecador como aquele?", bradavam as cartas. Pensei muito sobre o assunto e saí com diversas respostas que creio serem bíblicas. A resposta mais sucinta, porém, é outra pergunta: como Mel White pode continuar sendo amigo de um pecador como eu? A única esperança para qualquer um de nós independentemente de nossos pecados particulares, reside na inabalável confiança num Deus que inexplicavelmente ama pecadores, inclusive aqueles que pecam de maneiras diferentes das nossas.


LIVRO: Alma Sobrevivente (Philip Yancey)





Vamos parar com a hipocrisia e a ilusão de ter santidade maior que outros...

Somos meros pecadores precisando sempre da ajuda do Criador!

Maus Tempos

Prepare seu espírito, sela teu cavalo e não olhe para trás/Sai em disparada porque as pessoas são más e os tempos são maus/Chegou a sua vez de lutar, meu grande amigo/O bosque cortado ao longo do caminho é cheio de perigos/Ao redor, todas as épocas da sua vida te confrontam/Mas que todos os que se levantam sejam também os que tombam/Mete a mão na espada, segura firme seu escudo, pois o terremoto vai abrir um abismo profundo e as bestas do Apocalipse vão querer matar você/Clame a Jesus Cristo e trave um bom combate, mantenha-se vivo, pois é sua vez de lutar, meu grande amigo/Os ventos sopram fortes, ao seu lado brotam mortes/Mas se credes não será atingido/Se caíres do penhasco para o mar, enfrente o maremoto/Lute com as bestas marinha, se sobreponha e permaneça/Saia da água para a areia e enfrente a tormenta/A cruz é o seu brasão, fique firme e sobreviva no olho do furacão/Crave sua espada bem fundo na testa do dragão/Grite mais alto do que o trovão. Pegue o relâmpago com a mão/Lance-o sobre os inimigos.Os tempos são difíceis, mas não são invencíveis/Somente os guerreiros do futuro jogarão os próximos níveis/Marche! O bom soldado luta na guerra e nunca desertou/O bom soldado empunha a espada e grita hô.
Choveu quarenta dias, choveu quarenta noites/Pra tudo que era lado, só água, gente afogada e mais nada/Em outra época, saraivada quente como brasa caiu do céu/Querem te enforcar mesmo sem você ser réu/O rei cruel mandou matar as criancinhas/Sorrateiro como a raposa que devora a galinha/É o suplantador que quer você rangendo os dentes e chorando de dor/Existem tempos em que acaba o amor/Tempos em que a alma se transforma num estojo de terror/Fica como uma noite escura numa floresta de horror/Um circo macabro, onde tudo queima num misto de ódio e rancor/Seja astuto como a serpente, passe a fase e vá para o nível superior/O bom GF joga o jogo e nunca tomba/Se for preciso, bate as asas e voa que nem pomba/Use o poder do Leão como recurso para a luta/No derramar das 7 taças os covardes vão dar fuga/Se entrardes na fornalha, não vai queimar/Deus ali entrará contigo, para te guardar/Quando você for preso, seu louvor derrubará as paredes do cativeiro/No meio do vendaval um anjo vai segurar o vento, para você sair ileso/Se faraó te ameaçar, seja homem e fique forte/Pois só Deus sabe a hora da sua morte/Só Deus sabe a hora da minha morte!
"Maus tempos"-APC 16.
Esses dias tenho vivido tempos assim...
Os tempos estão maus e as pessoas principalmente...
As épocas da minha vida têm me confrontado...
Mas eu ainda escolho seguir a Deus...
Sinto (ou não sinto) Deus muito longe, mas não vou desistir d'Ele...
Meu dilema: será que o céu é inalcansável?
Amigos...
Quando esses maus tempos deixarem de existir e eu encontrar
respostas...eu publicarei minha guerra vencida pra vcs!
Torçam por mim!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Recusa de julgamento de dados


É em nome daquilo que se julga ser a racionalidade - mas que não é mais do que a racionalização, isto é, o sistema de idéias autojustificadas - que se recusa o julgamento dos dados; a emergência de uma idéia nova, pelo escândalo que provoca num sistema, pela ruína que ameaça introduzir, é vista como irracional, porque vai destruir aquilo que esse sistema julgava ser a sua própria racionalidade. Foi por isso, aliás, que as primeiras descobertas científicas pareceram inteiramente irracionais.
(...) Na minha opinião, o trágico, não é tanto o que representa o processo de desapossamneto e de perda da reflexão, mas é que a maior parte das pessoas está feliz com isso, "se é assim, está bom" e elas estão absolutamente encantadas. É a história de La Fontaine, O cachorro e o lobo: o cachorro está muito orgulhoso da coleira que usa no pescoço. E chegamos a esse fenômeno: a recusa de se conscientizar da perda da possibilidade de refletir.
(...) Dito de outra forma, a democracia é a produtividade da diversidade.
(...) Em outras palavras, conhecer é negociar, trabalhar, discutir, debater-se com o desconhecido que se reconstitui incessantemente, porque toda solução produz nova questão.


- Livro: CIÊNCIA COM CONSCIÊNCIA-
Edgar Morin.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O tempo

A sucessão dos anos, dias, horas, etc., que envolve a noção de presente, passado e futuro; momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize; época, estação; as condições meteorológicas. Gramática: flexão indicativa do momento a que se refere a ação ou o estado verbal. Música: cada uma das partes, em andamentos diferentes, em que se dividem certas peças. Estas são idéias gerais sobre o tempo, segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Mas abordarei única e brevemente a noção subjetiva de tempo “cronológico”.
Em primeiro lugar, refletindo sobre as palavras de Edgar Morin (sociólogo e pensador francês), quando diz que nosso mundo faz parte de nossa visão de mundo, a qual faz parte de nosso mundo; proponho, de antemão, que nunca chegaremos a uma conclusão exata e inquestionável do que venha a ser realmente o tempo, já que nossas deferências se baseiam na visão que temos sobre o mundo. Por conseguinte, as coisas podem não ser como realmente pensamos que seja; elas podem transcender à nossa razão.
É fascinante o grau de complexidade que apresentam certos debates sobre tempo e espaço. Mas o que vem caracterizar o tempo?
Observo a fotografia de uma criança. Anos depois observo a imagem da mesma pessoa só que em uma fotografia diferente, e percebo que seus traços físicos não são os mesmos. Ela apresenta transformações na aparência. Como também apresenta um outro perfil psicológico. As mudanças podem se apresentar em pormenores, mas é inegável que elas existam.
Saio de casa para uma viagem de três meses. Fica ninguém em casa. Quando volto, observo que as plantas não estão mais tão verdes e vivas como as deixei, afinal, ficaram sem água durante três meses inteiros. Há uma quantidade considerável de poeira nos cantos da casa e sobre os móveis. Descubro, ao abrir a geladeira, alimentos estragados. O que infiro através desses dois exemplos é que a característica primordial pertinente ao tempo é a mudança. O tempo é notado pelas mutações conseqüentes a ele.
Uma outra característica lógica, porém interessante de que fala Edgar Morin, é a “irreversibilidade ontológica do tempo”. Analiso: não se pode “voltar no tempo”. Ele é irreversível, logo, a irreversibilidade é uma característica comum inerente ao tempo, ou seja, é uma característica “ontológica do tempo”.
Por último, apresento outra idéia temporal, ou seja, relativa ao tempo, que é a noção de eternidade. Perfeitamente crível para alguns e não crível para outros. Segundo Vinícius de Morais (compositor de MPB), “que o amor seja eterno enquanto dure”. No soneto, o trecho que antecede diz “que não seja imortal, posto que é chama”, ou seja, um dia deixa de existir. Penso então que o autor não objetivou dar um sentido sobrenatural ao termo “eterno”, pois só será eterno enquanto existir, enquanto durar. Julgo melhor, a expressão “enquanto dure” dá idéia de que em algum momento o amor pode acabar, e considerando que eterno é aquilo que não finda, que é imortal, incessante, então, essa eternidade de que fala Vinícius é natural, conseqüentemente finita.
Isto proposto, pergunto: em se tratando de tempo, o que trará sentido e propósito à minha frágil existência? A crença em uma “eternidade eterna” e satisfatória, realmente inacabável, portanto sobrenatural.
Esta será a recompensa que dará razão às escolhas que fiz e ao que construí durante esse “tempo” natural, finito.